| Chapéu Feminino |


Talvez por ser uma peça que saiu essencialmente do guarda-roupa masculino e de forma incrível, foi incorporado ao vestuário feminino.
Quando surgiu, ainda na pré-história, onde o homem era responsável pela defesa da tribo, o chapéu protegia a cabeça das intempéries climáticas. É certo que nesta época era uma espécie de gorro feito de couro ou em tecido, quase um turbante, que cobri a cabeça do homem até por volta de 4.500.aC. 
Em outro momento, os tais chapéus tornaram-se um misto de elmo e capuz. É importante perceber que a partir deste período, por volta dos 2.000 aC., este adereço começa a determinar posição social sacerdotal ou militar.

Quando chegamos a Renascença surge novos formatos e quanto mais ricamente enfeitados mais poderoso quem o usa. Na Itália aparecem as boinas, depois aqueles enfeitados com plumas de avestruz, ou ainda os marcantes chapéus do reinado de Luiz XVI, na França, quando os cachos dos longos cabelos obrigam a dobra nas abas dos chapéus.

A evolução no acessório masculino continua e, durante a Idade Média surge o adereço de cabeça para a mulher que, por imposição religiosa, são obrigadas a cobrir os cabelos usando, a princípio, uma peça de linho, caídas sobre os ombros ou abaixo deles. Ao final deste período, surge uma armação de arame sobre esta fazenda, com formatos variando entre coração, borboletas e os mais variados tamanhos. O importante mesmo era que os cabelos fossem penteados para trás, escondidos.

Muitos outros modelos surgiram.
Foi somente no final do século XVIII que a história toma um novo rumo com o aparecimento das primeiras chapelarias (loja onde se comercializam chapéus). Com a chegada da Revolução Francesa, surgem os gorros com abas largas presos por faixas e fitas abaixo do queixo, em materiais como pele, cetim, veludo e feltro para o inverno. Não demorou muito para que as fitas fossem substituídas por fivelas, grampos e alfinetes.

Mas foi só no início do século XX que os chapéus para as jovens e senhoras assinaram definitivamente seu ingresso na moda feminina, quando os volumosos penteados exigiram grandes  estruturas criativas.

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